As pessoas precisam entender que viver é mais. Tenho andado por aí como quem chuta onda em beira de mar: tentando fazer reversíveis, coisas que jamais poderão mudar. Nós, humanos, temos uma medonha tendência à querer o que não nos pertence, ao que não nos é devido. Queremos principalmente pessoas que não são nossas, espaços que não são nossos, vidas que não são nossas. Salvo aqui as exceções. Basta uma reflexão para que entendamos que querer é a nossa razão de vida, além da morte, é claro. Não sei em que fase da vida adquirimos consciência, mas desde que a temos começamos a buscar desenfreadamente. Buscamos leite, buscamos novos brinquedos, buscamos novos amigos e amor. Almejamos novos empregos, aumentos de salário, remédios para doenças e assim vivemos. Ou morremos, como queira. Não sei porque, mas minha vida anda desandando numa trilha sem fim. Ando buscando mais do que devo, tenho vontade mais do que posso... Ando exagerando do normal. Ando descarrilhando um trem, e esse trem sou eu.
Parafernália
terça-feira, 22 de maio de 2012
Sobre a vida, um trem e eu
As pessoas precisam entender que viver é mais. Tenho andado por aí como quem chuta onda em beira de mar: tentando fazer reversíveis, coisas que jamais poderão mudar. Nós, humanos, temos uma medonha tendência à querer o que não nos pertence, ao que não nos é devido. Queremos principalmente pessoas que não são nossas, espaços que não são nossos, vidas que não são nossas. Salvo aqui as exceções. Basta uma reflexão para que entendamos que querer é a nossa razão de vida, além da morte, é claro. Não sei em que fase da vida adquirimos consciência, mas desde que a temos começamos a buscar desenfreadamente. Buscamos leite, buscamos novos brinquedos, buscamos novos amigos e amor. Almejamos novos empregos, aumentos de salário, remédios para doenças e assim vivemos. Ou morremos, como queira. Não sei porque, mas minha vida anda desandando numa trilha sem fim. Ando buscando mais do que devo, tenho vontade mais do que posso... Ando exagerando do normal. Ando descarrilhando um trem, e esse trem sou eu.
quinta-feira, 15 de março de 2012
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Suspiros de grandiloquência
...
...
...
...
Silabando em minha boca
Sai todo o ar que não cabe mais em mim
Não desculpo-me por não aguentar
Só não aguento
Porque, na vida,
O amor assume o demônio e o anjo que é:
O anjo te tira da realidade
O demônio te devolve à ela.
O meu soneto não tem sonho nenhum
Não tem realidade nenhuma
Não tem amor nenhum
O amor ainda não veio calar o meu suspiro
Falta (pouco) pra ele chegar,
Talvez nem chegue.
...
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Silabando em minha boca
Sai todo o ar que não cabe mais em mim
Não desculpo-me por não aguentar
Só não aguento
Porque, na vida,
O amor assume o demônio e o anjo que é:
O anjo te tira da realidade
O demônio te devolve à ela.
O meu soneto não tem sonho nenhum
Não tem realidade nenhuma
Não tem amor nenhum
O amor ainda não veio calar o meu suspiro
Falta (pouco) pra ele chegar,
Talvez nem chegue.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
12/09
Mesmo que longe em corpo e diálogos, ainda assim, não há como tu. Não te desejo o mais ínfimo dos sofrimentos e nada menos que a felicidade que almejas todos os dias. Minhas felicidades são vindas de outro lugar. Não! Não, fisicamente. Te desejo felicidades do único lugar onde os melhores amigos podem desejar: da saudade.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Frisson
Elba Ramalho canta alto envolvendo todos os meus sentimentos numa canção que não diz nada mais do que se propõe à dizer. Me sinto feliz. Me sinto triste também. Na verdade, eu acho que minha felicidade e tristeza entrelaçam-se. Nunca aprendi como separar.. Eu, uma mulher de menos de 20 anos, não consigo parar de me abalar com minhas futuras frustrações, não consigo aproveitar meu presente pensando no futuro. Que futuro maldido! Cresci planejando meu futuro, planejando minha felicidade, tentando desviar as tristezas. E agora, o que tenho é medo. Internamente estou feliz, estou apaixonada de uma forma extremamente relevante, me sinto amada, tenho minha irmã por perto e meus pais quase sempre. Tenho saudades de pessoas que não vejo há tempos, sinto saudade de bons livros que costumavam rodear meus dias... Estou feliz! Mas estou triste também. Não consigo aproveitar minha felicidade, sempre me perguntando até quando isso vai durar. Eu só quero que não acabe nunca e isso é o que mais dói. Dói não ter poder nenhum sobre o mundo. Dói saber que a única coisa que eu posso fazer é aproveitar enquanto estou feliz, mesmo tendo que aprender a conviver com uma pontinha de tristeza que nunca vai se ''desestrelaçar'' da minha felicidade.
Notas do fim do meu mundo. 23:05
Notas do fim do meu mundo. 23:05
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